Editorial
Importado é bom? Depende...
Fazer uso de bens de consumo importados é bom? Pode ser
que sim. Veja que beleza: ouço mp3, oriento-me pelo GPS, assisto TV HD, falo ao
celular, fotografo, leio em meu Ipad... Todos são bens de consumo importados, de
tecnologia de ponta e baratos. E fazer uso de bens de produção
importados? É bom da mesma forma? Vamos analisar alguns aspectos referentes aos
dois tipos de bens, quando importados.
O primeiro aspecto é o baixo preço dos bens importados,
principalmente de países asiáticos, quer de bens de consumo, quer de bens de
produção. Porque o preço é tão baixo? Porque o custo é baixo.
Custo tão baixo só
é conseguido via automação em escala, e/ou matéria prima barata e/ou trabalho
escravo, com os quais pode ser difícil competir. No caso dos dois últimos
motivos, sempre foram concorrência desleal. Via de regra, eles sempre ocultam os
motivos pelos quais seus produtos tem preço tão baixo. Mas como você verá à
frente, preço baixo pode ter um risco e um custo embutidos. Mais um
detalhe: algumas vezes você pode pensar que seu bem veio da Europa ou Estados
Unidos. Cuidado. Eles também reexportam dos asiáticos...
O segundo aspecto é que quem vende bens importados às vezes
procura confundir o consumidor a respeito do que o produto ou bem faz. A
estratégia é ocultar o que o produto não faz ou faz mal feito,
valorizando-se o que ele faz. Por exemplo, diz-se que o celular faz fotos e
filma, mas nem sempre o resultado é razoável. Diz-se que a tv de LCD tem cores
maravilhosas, mas dependendo do ângulo de visão, a tela fica preta, não
conseguimos assistir nada, etc...
O terceiro aspecto é que os bens importados dificilmente tem
quem lhes preste manutenção. Quando o aparelho quebra, joga-se fora. E no caso
de bens de produção? Seu preço é tão baixo que ao quebrar deve ser substituído
por um novo? Eu diria que não. Nesse caso será preciso buscar assistência. E
como é a assistência técnica de um produto que é produzido em outro continente,
cujas peças são descritas e catalogadas em outra língua, estocadas em outro país
e cujos funcionários nunca foram à matriz para receber treinamento? Se foi
barato produzir a máquina toda em série, será que é tão barato consertar ou
trocar uma peça? Saiba: você vai ter que esperar pela importação de peças, e vai
ficar com a máquina parada enquanto espera! Isso se tiver a sorte de haver as
peças, porque pode ser que ao final você seja premiado com a célebre frase -
"infelizmente não há peças para esse modelo".
O quarto aspecto a respeito desses bens importados é a
obsolescência programada, ou seja, o bem de consumo foi feito para quebrar após
certo tempo, para forçar a compra de novo bem. Às vezes o progresso tecnológico
obtido durante esse lapso de tempo faz valer a pena a substituição, e como são
coisas baratas, a gente nem liga. E quando são bens de produção com valores
acima de US$ 4 mil?
Afinal, o que você pode não saber é que há muito mais empresas
vendendo gato por lebre na área de bens de produção do que você pode imaginar.
Eles maquiam seus produtos rotulando-os como nacionais quando são totalmente
importados. Você só vai saber quando o bem quebrar. Portanto, tome este pequeno
texto como um alerta. Compare custo com benefício e opte pelo melhor. Seladoras
TecMaq, sem medo!